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Localizado à margem esquerda do rio Madeira, na região sul

do estado do Amazonas, o município de Humaitá tem como marco

de fundação o ano 1869, que coincide com a chegada do português

José Francisco Monteiro à região. Berço de grande legado artístico

e cultural, seu passado histórico funde-se com a tradição literária e

cultural que o acompanha ao longo de sua existência, atualizando-se

a cada nova geração.

O livro Escritora(e)s humaitaenses faz parte de uma sequência

de obras que buscam resgatar do esquecimento expoentes

literários que fazem parte do passado e do presente histórico e literário

do município de Humaitá, alguns deles, já imortalizados por

suas obras e pelo assentamento nas Academias de Letras Brasil à

fora1, outros, pela participação em coletâneas diversas. Em nossa

pesquisa sobre os escritores percursores da literatura em Humaitá,

obras como Comendador Francisco Monteiro – tronco e ramagens

(2004), de Almino Affonso2, e Escritores e poetas humaitaenses

(2008), de Raimundo Neves de Almeida3, serviram como referência.

Estruturado em duas partes, Escritora(e)s humaitaenses

é uma obra que abarca diferentes vozes e categorias, num total de

cinquenta e quatro expoentes da escrita literária humaitaense, cuja

produção alcança um período longo, que vai do final do século XIX

à contemporaneidade. São pessoas que, nascidas (ou não) no município

de Humaitá, em algum momento de suas existências vivenciaram

à realidade amazônica neste rincão, seja na zona rural, onde

os rios, lagos e a floresta orientam as ações humanas; ou no contexto

urbano, onde a vida é controlada pelo relógio e pelas máquinas.

Em prosa ou em poesia, as manifestações literárias que compõe esta

obra refletem o deslumbramento, a admiração, a alegria, e/ou o saudosismo

autoral por esse chão. Há também manifestações daqueles

que, diante das adversidades enfrentadas, seja de desilusão, inconformismo,

medo, ou desespero, não se conformaram em guardar no

simulacro de suas existências tão profunda sensação.