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Em tempos de exacerbação da chamada “era digital”, sob o monopólio das Bich techs – representadas por grandes empresas de tecnologia e inovação –, sem nenhuma (ou com frágil) regulação, ameaças à democracia (mesmo nos limites burgueses) proliferam-se cada vez mais. Em marcha fúnebre, asseclas da extrema direita – brasileira e mundial – buscam resistir a qualquer forma de controle legal e popular das “redes sociais” em nome da manutenção da liberdade. Enquanto isso, esse espaço digital vem sendo transformado em espécie de Ágora contemporânea, onde o debate público e de relevância social, vê-se rebaixado a reduto fétido de disseminação de falsas notícias (fake News), de discursos de ódio, de propagação do racismo, do machismo, da LGBTQIAP+fobia, e de toda ordem de manifestações de opressões, em nome de uma pretensa “liberdade de expressão”, levando-nos a refletir sobre o seu significado (usos, abusos e desusos) na atualidade, nos marcos da sociabilidade burguesa.

No Brasil, o cenário político-social atual ainda se recupera da intentona golpista que marcou o emblemático “08 de janeiro de 2023”, a partir de um plano arquitetado para reversão do resultado eleitoral, e de imposição de um regime autocrático, após a derrota do projeto protofascista de Jair Bolsonaro, e que possibilitou a volta do governo Lula para o seu terceiro mandato. Em face desses acontecimentos, e diante de um (perigoso) consenso acerca da propalada “crise democrática”, a partir da constituição de uma frente ampla (que reúne desde partidos de esquerda, como PT e PSOL, até de direita, como PP e União Brasil), retomou-se a receita mofada da política de conciliação de classes, onde o coro entoado em defesa da democracia parece ressoar em uníssono.