Há quem diga que marketing é marketing e que não precisa ser segmentando (marketing de alimentos, marketing esportivo, marketing de eventos) e há os que, como nós, conhecedores dos meandros do mercado, das características dos produtos e das necessidades biológicas, emocionais, sociais e hedônicas do consumidor, acredita na segmentação do que se chama marketing para que estratégias e produtos sejam mais adequados ao consumidor, a sociedade respeite os recursos naturais e o meio ambiente seja ético, consciente…
Além de tratar de todas as estratégias para colocar no mercado um produto alimentício bom, justo, saudável, ético e responsável, também se faz necessário criar uma dinâmica de comunicação adequada para a troca de experiências entre os diversos atores das áreas dos alimentos, do mercado, da sociedade e do consumo.
Profissionais técnicos têm dificuldade de entender as estratégias de marketing, de se integrar em equipes de marketing, em se comunicar com profissionais de marketing e acabam “metendo os pés pelas mãos”, apesar de toda seriedade e legitimidade do conhecimento que carregam de suas determinadas áreas. Isso não quer dizer que profissionais de marketing também não tenham dificuldade em entender os pormenores científicos e acabam, muitas vezes por ingenuidade, comunicando-se dificilmente com profissionais técnicos ou desenvolvendo produtos e estratégias criticáveis no âmbito dos alimentos, alimentação e nutrição.
A dificuldade de comunicação de profissionais técnicos com o setor de marketing começa logo no significado, papel e importância que atribuem ao que definem, denominam e sub ou superestimam ser o marketing.
Se traduzirmos ao pé da letra, marketing nada mais é do que o gerúndio de mercado: gerúndio = ação presente; mercado = local onde se oferece e vende algo. Simplificando, marketing é tudo o que diz respeito ao mercado e como lidar para que um bem, produto, serviço ou ideia se destaque, gere vendas, emprego... e sim, lucro.
Características adicionais: