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Neste ensaio escolhemos o tema proposto para percorremos algumas trilhas juntos, pois essa operação é um processo constante em nossa caminhada. Isso significa dizer que essa construção é compreendida como um processo dinâmico, contínuo e inacabado. Posto que às vezes pensar é difícil, muito embora algumas ideias nos façam sorrir, um sorriso acanhado, mas ainda assim realizado. O prazer e o gozo em gestar ideias, por vezes, causam desconfortos corporais, mentais e afetivos. Esse parece ser, o “oficio” de pesquisador: parir e gestar ideias e, até quem sabe, nominar o mundo. E entre erros e acertos, o pesquisador em sua “atividade artesanal”1 chora, desabafa, recolhe-se, sente medo, vergonha e hesitação, uma vez que a pesquisa é um “artesanato” cujo centro é o pesquisador. Essa dor crônica é vivida por todos nós o tempo inteiro, a dor da escrita da tese2, dor que se reatualiza cada vez que temos de escrever um artigo para um congresso ou mesmo ministrar uma aula. Parimo-nos muitas vezes ao longo da vida, e o trabalho do pesquisador, assim como o do artista, envolve os atos de provocar a si mesmo e aos outros, questionar os limites do que já está posto, tentar ir além e, assim, dar à luz a algo. Assim, o interesse pela obra de Milton Hatoum, no sentido em ir mais além, se deu durante os anos na graduação (2001 a 2005) após assistir a uma de suas palestras intitulada “O conto Latino-Americano Contemporâneo” (2003) na Universidade Federal do Amazonas.