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Alegra-nos a oportunidade histórica de apresentar o nosso trabalho no ano em que o objeto dos nossos estudos completa uma década de existência no município de Tabatinga, no estado do Amazonas. Percorrendo os caminhos e descaminhos de luta por representação sociopolítica e reconhecimento na região do Alto Solimões, ainda em um período obscuro da história do país, conduzido pelo regime militar e os anos subsequentes, a nova reorganização institucional das entidades representativas da pesca em todo o território nacional ganha novos ares no atual milênio.

A existência do sindicato dos pescadores e pescadoras artesanais de Tabatinga/SINDPESCA, hoje constituído, percorreu três grandes momentos históricos, na cidade de Tabatinga, motivados pelos movimentos sociais dos seus associados(as) em busca de autonomia e reconhecimento. Cada instituição antecessora (colônia, associação e delegacia sindical) foi criada com o objetivo de atender com mais flexibilidade e serenidade aos interesses daquele grupo de trabalhadores(as) da pesca que iniciavam essa longa trajetória, como poderá ser visto com mais detalhes na sessão dois desta pesquisa.

Durante a nossa inserção no campo, deparamo-nos com a presença de mulheres indígenas e não indígenas envolvidas nas dinâmicas do Sindicato, algumas delas ocupando cargos dentro da diretoria e participando ativamente das reuniões e assembleias. Outra observação a respeito das mulheres é que elas passaram a demonstrar mais interesse nas questões políticas da sede, fazendo-se presentes nas composições das chapas para a última eleição da nova diretoria do SINDPESCA.