| 1 x de R$70,00 sem juros | Total R$70,00 | |
| 2 x de R$40,83 | Total R$81,66 | |
| 3 x de R$27,36 | Total R$82,08 | |
| 4 x de R$20,80 | Total R$83,22 | |
| 5 x de R$16,77 | Total R$83,86 | |
| 6 x de R$14,04 | Total R$84,24 | |
| 7 x de R$12,08 | Total R$84,60 | |
| 8 x de R$10,60 | Total R$84,85 | |
| 9 x de R$9,45 | Total R$85,11 | |
| 10 x de R$8,55 | Total R$85,57 | |
| 11 x de R$7,82 | Total R$86,02 | |
| 12 x de R$7,20 | Total R$86,41 |
A história da leitura é vasta e complexa, manifestada culturalmente na presumida prática de decodificar palavras. A palavra como chave interpretativa percorreu séculos, desde os gregos em que ler é distribuir ou percorrer, os medievais ao guiarem a leitura pelo espírito e aos românticos alemães assaz voltados para as intenções do autor.
Nas últimas décadas, essa história é explorada muito bem pela crítica literária e suas nuances, de Roman Ingarden, Robert Jauss a Wolfgang Iser, assim como nos historiadores Roger Chartier e Guglielmo Cavallo. Entretanto, algo parece passar despercebido no tempo e na prática: a resistência à leitura.
Parece que o ato de ler vem sendo resumido como algo bemsucedido,sem que as palavras manifestem resistência alguma. Pelo contrário, ao se negar as resistências presentes em toda palavra, nega-se a leitura. O exercício da resistência é experimentado no confronto primordial
com a escrita literária, especialmente em decorrência de sua condição subversiva por excelência, sempre questionando os limites da comunicação. Ora, não há leitura literária e isso não é uma negação absoluta, radical. O que há é a resistência à leitura literária, a fronteira abissal entre a legibilidade e a sua negação.
